Deficientes físicos no mercado de trabalho: quais são as perspectivas?

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Atualmente, encontrar uma vaga de emprego não é uma tarefa tão simples. Devido à concorrência, é preciso aprendizado constante para se destacar no mercado. Essa realidade é ainda mais difícil quando falamos na inclusão dos deficientes físicos no mercado de trabalho.

Essas pessoas enfrentam as mesmas dificuldades, porém acabam se deparando com outros desafios, como o preconceito e a ignorância perpetuada no meio trabalhista. No Brasil, a Lei de Cotas garante à pessoa com deficiência o direito ao trabalho e igualdade de vagas.

Em teoria, essa lei deveria garantir isonomia de oportunidades. Contudo qual a real perspectiva dos deficientes físicos no mercado de trabalho? Continue a leitura para saber mais!

O que diz a lei sobre a inclusão de deficientes físicos no mercado de trabalho?

Empresas de grande porte, especificamente acima de 100 funcionários, devem obrigatoriamente preencher de 2% a 5% das vagas com trabalhadores que tenham alguma deficiência.

De acordo com o artigo 93 da lei 8213 de 1991 a proporção de funcionários deve seguir o seguinte padrão:

  • 2% para um número de 100 a 200 empregados;
  • 3% para 201 a 500 funcionários;
  • 4% para 501 a 1000 funcionários;
  • 5% a partir de 1001 colaboradores.

Como consequência, grandes empresas abrem diversas vagas para esses profissionais. Caso a lei não seja cumprida é aplicada uma multa, além de outras punições cabíveis.

No entanto dados do próprio ministério do Trabalho mostram que o setor público é o que menos preenche as vagas de cotas. No ano de 2017, apenas 11% das vagas foram ocupadas — de 21,8 mil vagas, apenas 2,3 mil foram preenchidas.

No setor privado a realidade não é muito diferente: de 699 mil vagas, apenas 49% foram ocupadas. A proporção de contratação também varia de acordo com o tipo de deficiência: 47,64% correspondem às deficiências físicas; 19,23% auditivas; 13,73% visuais; 8,6% mental ou intelectual; 1,61% múltiplas e 9,24% para os reabilitados.

Quais as principais perspectivas para o futuro?

A lei de cotas tem a proposta de inclusão de deficientes físicos no mercado de trabalho. Apesar de muito positiva, muitas dificuldades são encontradas no momento de colocá-la em prática.

Uma pesquisa feita pelo i.Social, em que 1240 profissionais de RH foram entrevistados, mostra que, para 88% deles, as empresas contratam deficientes físicos apenas para cumprimento de cotas.

Entretanto não há nenhuma desvantagem para as empresas que contratam esses profissionais. Muito pelo contrário. A inclusão é muito bem-vista aos olhos dos consumidores, além de promover a reabilitação social e acessibilidade desses profissionais.

A perspectiva para o futuro é que a inclusão dos deficientes físicos no mercado de trabalho seja facilitada, especialmente pela mudança na cultura das organizações, que ainda veem esse assunto com muito preconceito.

O foco é conscientizar a sociedade, especialmente gestores e donos de empresas, para avaliar o profissional com deficiência física por suas qualificações e não por suas limitações sensoriais ou físicas.

Como encontrar empresas que se preocupem com inclusão?

Empresas que respeitam a lei de cotas e oferecem oportunidades para trabalhadores com deficiências físicas têm muito a ganhar, pois estes podem trazer valiosas contribuições para o mercado de trabalho.

Além dos talentos e qualidades desses profissionais, há também uma humanização da imagem da empresa e aumento da troca de experiências no ambiente laboral.

Grandes empresas como Natura, Magazine Luíza e o Grupo Pão de Açúcar são exemplos de organizações inclusivas que se preocupam em aumentar o seu quadro de vagas e incluir os deficientes físicos no mercado de trabalho.

Além dessas, a internet é uma das principais opções para divulgação de vagas. Muitas empresas oferecem excelentes oportunidades que são fundamentais para aqueles que desejam trabalhar e conquistar mais autonomia.

Uma sociedade mais inclusiva envolve diversos aspectos, um deles é a integração de deficientes físicos no mercado de trabalho. As perspectivas são positivas, especialmente porque as pessoas estão se voltando para esse assunto e se conscientizando sobre a necessidade de apoiar a diversidade dentro das empresas.

Atitudes inclusivas são muito benéficas para todos, mas principalmente para as pessoas que precisam de uma oportunidade.

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